O diabetes mellitus é uma condição muito prevalente na sociedade. Estima-se que aproximadamente 16 milhões de brasileiros convivam com alguma forma de diabetes. Neste post, vamos entender um pouco mais sobre esta condição.





  1. O que é o Diabetes?


Durante a alimentação, nosso corpo transforma os nutrientes em glicose (açúcar), que será usada pelas células para gerar energia. Esta glicose deve entrar nas nossas células, e para que isso seja possível, precisa-se da ação da insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas que ajuda a captação de glicose pelas células do nosso corpo, entre outras funções.


No diabetes, o corpo não produz essa insulina ou não consegue usá-la corretamente (há um aumento da resistência a ação de insulina), fazendo com que a glicose se acumule no sangue, e causando hiperglicemia. Este estado hiperglicêmico produz mudanças no metabolismo das células e alterações em órgãos, como a retina, os rins, os nervos periféricos, o sistema cardiovascular, entre outros.


2. Existem vários tipos de diabetes


Dependendo da causa do diabetes, podemos encontrar quatro tipos principais:


Diabetes Tipo 1: É uma doença autoimune, onde o próprio corpo produz autoanticorpos que atacam as células do pâncreas que produzem insulina, causando sua destrução. É mais comum aparecer na infância ou na juventude e o paciente precisa de aplicações diárias de insulina, pois o déficit deste hormônio chega a ser total.


Diabetes Tipo 2: É o tipo mais comum (cerca de 90% dos casos). O corpo produz insulina, mas as células são resistentes à ação do hormônio. Está muito ligado ao estilo de vida, sedentarismo e excesso de peso. O tratamento é baseado em mudanças do estilo de vida, e fármacos que melhoram a ação da insulina.


Diabetes Gestacional: aquele tipo de diabetes que aparece temporariamente durante a gravidez e exige cuidados para proteger a mãe e o bebê.


Outros tipos de diabetes: compreende várias doenças e condições que levam a outras formas de diabetes, como doenças do pâncreas, doenças genéticas, entre outros.


3. E o pré-diabetes?


Alguns exames podem mostrar um padrão de resistência do corpo à ação da insulina; este estado é conhecido como pré-diabetes, pois aumenta o risco de desenvolver diabetes, caso não se tomem as medidas de prevenção necessárias.


O controle baseia-se principalmente em mudanças do estilo de vida, exercício físico aeróbico regular, alimentação adequada e outros hábitos saudáveis. Em alguns casos, mas não em todos, o médico pode sugerir o uso de alguns medicamentos aprovados para o pré-diabetes. Consulte seu médico para saber mais informações. 


3. Como saber se tenho diabetes?


O diabetes costuma ser uma doença silenciosa no início, pelo que a realização de exames de rotina é fundamental. Os principais testes de sangue utilizados são:


  • Glicemia de Jejum: Mede o nível de açúcar no sangue após um período sem comer (mínimo de 8 horas).
  • Hemoglobina Glicada (HbA1c): é uma medida que estima o valor médio da glicemia nos últimos 3 meses. É um dos exames mais confiáveis e muito utilizado para o acompanhamento de pessoas sabidamente diabéticas, para avaliar o controle.
  • Teste Oral de Tolerância à Glicose (Curva Glicêmica): Um dos métodos mais confiáveis para avaliação e diagnóstico do diabetes. O paciente toma um líquido rico em açúcar no laboratório e realiza coleta do sangue algumas vezes após isso. Por estas medições, é possível estabelecer se a pessoa tem diabetes ou risco aumentado para tê-la.


4. Complicações: O que queremos prevenir?


O excesso de açúcar de forma crônica pode levar a complicações sérias, algumas delas são:


  • Nos olhos: Retinopatia diabética, que pode causar perda de visão.

  • Nos rins: Perda progressiva da função renal (nefropatia).

  • Nos nervos e nos pés: Perda da sensibilidade (neuropatia), o que facilita feridas que demoram a cicatrizar.

  • No sistema circulatório: Aumento expressivo do risco de infarto e derrame (AVC).



5. O que mudou em 2025?


As novas recomendações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) reforçam que o tratamento moderno tem foco na medicação apropriada e nas mudanças do estilo de vida.


Medicamentos mais recentes (como os que eliminam glicose pela urina ou as injeções semanais para perda de peso) são priorizados para pacientes com doenças cardiovasculares e sobrepeso. Estes fármacos oferecem proteção adicional a esses órgãos vitais.


Em casos iniciais de diabetes tipo 2, uma perda de peso significativa e orientada pode levar inclusive à remissão da doença, fazendo com que os níveis de glicose se  normalizem sem remédios.


O primeiro passo começa na prevenção


Pequenas mudanças de hábito e o uso do medicamento certo, na hora certa, evitam complicações.  O clínico geral pode avaliar seus exames de rotina e coordenar esse cuidado preventivo.


 Agende agora uma consulta, a prevenção continua sendo o melhor remédio.